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Post: Este último artigo “contra” ChatControl será absolutamente inútil?


<div> <div data-element_type="widget" data-id="914a4f5" data-widget_type="shortcode.default"> <div> <div> <p><span><b><a href="https://www.redhotcyber.com/post/author/stefano-gazzella/" target="_blank">Stefano Gazzella</a>:18 Setembro 2025 08:00</b></span></p> <p>J&aacute; hav&iacute;amos discutido o <a href="https://www.redhotcyber.com/post/regolamento-chatcontrol-verso-uninsostenibile-sorveglianza-di-massa-la-voce-agli-attivisti-di-privacy-pride/" target="_blank">proposta de regulamento &ldquo;ChatControl&rdquo;</a> H&aacute; quase dois anos, mas tendo em conta o roteiro em curso, sentimo-nos envergonhados por ter de voltar a discuti-lo. Parece um d&eacute;j&agrave; vu, mas em vez do gato preto no corredor, estamos a assistir &agrave; UE, alternando doses generosas de <em>encostas fatais</em> e <em>argumentos roubados</em>, continuando a alinhar seu desejo de controle tecnol&oacute;gico com o exemplo dos EUA denunciado na &eacute;poca por Snowden. Provavelmente por causa da ambi&ccedil;&atilde;o inerente ao Velho Continente, que ainda acredita ser o centro do mundo.</p> <p>Mas ser&aacute; que podemos realmente pensar que ser&aacute; &uacute;til publicar mais um artigo discutindo a natureza excessiva de uma regulamenta&ccedil;&atilde;o que, na verdade, visa controlar universalmente o conte&uacute;do das plataformas de mensagens, violando sistematicamente a correspond&ecirc;ncia e impondo um backdoor estatal? Na pr&aacute;tica, ao propor m&eacute;todos para contornar a criptografia e2e, considerou-se <em>Intrinsecamente perigoso</em>.</p> <p>Ser&aacute; realmente necess&aacute;rio desperdi&ccedil;ar palavras sobre este tema, que &eacute; debatido, mas apenas no seio dos c&iacute;rculos de peritos e entusiastas dos direitos digitais? Provavelmente &eacute; in&uacute;til.</p> <p>Claro, Wilde disse a famosa frase: &ldquo;Toda arte &eacute; perfeitamente in&uacute;til&rdquo;, e por isso &eacute; melhor celebrar a inutilidade do que se tornar &uacute;teis e autodirigidos. Se um cavalheiro de Roterd&atilde; elogiou a loucura, ent&atilde;o aqueles que desejam homenagear a inutilidade saud&aacute;vel tamb&eacute;m tenham permiss&atilde;o.</p> <p>Estamos falando de inutilidade porque mais um artigo contra o ChatControl n&atilde;o contribui com nada de novo para as preocupa&ccedil;&otilde;es que surgiram h&aacute; mais de dois anos, n&atilde;o revela nenhuma verdade inconveniente e n&atilde;o pode descobrir nenhuma agenda ou conspira&ccedil;&atilde;o oculta. Tudo foi e est&aacute; perfeitamente claro para todos verem <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/IT/TXT/HTML/?uri=CELEX:52022PC0209" target="_blank">no &acirc;mbito dos procedimentos institucionais</a>: <strong>publicamente</strong> proposto, anunciado e celebrado.</p> <p>Ao contr&aacute;rio da carta roubada de E. A. Poe, nada est&aacute; oculto ou oculto, exceto a parte em que nos perguntaremos amanh&atilde; <em>Como chegamos a esse ponto?</em> Entendendo tamb&eacute;m que falar em proteger as crian&ccedil;as &eacute; uma excelente ferramenta ret&oacute;rica para for&ccedil;ar a m&atilde;o e minar todos os equil&iacute;brios de proporcionalidade que, de outra forma, garantem a coexist&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplos direitos fundamentais. Inibindo quaisquer outras quest&otilde;es sobre adequa&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia, pois esconde venenos, incluindo a acusa&ccedil;&atilde;o de <em>falha na preven&ccedil;&atilde;o da pornografia infantil online</em> e outros horrores.</p> <h2>O paradoxo da Uni&atilde;o Europeia como um pa&iacute;s inadequado de acordo com o GDPR.</h2> <p>Quando se desrespeitam os c&acirc;nones da proporcionalidade, que, recordamos, &eacute; um princ&iacute;pio fundamental da legisla&ccedil;&atilde;o europeia, deparamo-nos com direitos tir&acirc;nicos. Esses direitos muitas vezes j&aacute; se infiltram em cren&ccedil;as generalizadas e, alimentados pelo medo e pela emerg&ecirc;ncia, tendem a n&atilde;o ser comprovados e perturbadores. <strong>Seguran&ccedil;a p&uacute;blica</strong> sempre foi um grande cl&aacute;ssico, o que levou &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de falsas dicotomias: privacidade ou seguran&ccedil;a? Liberdade ou seguran&ccedil;a? e insinua&ccedil;&otilde;es como <em>mas o que voc&ecirc; tem a esconder que o Estado n&atilde;o pode saber?</em> Distorcer deliberadamente o direito &agrave; privacidade, que, na verdade, n&atilde;o diz respeito ao que queremos esconder, mas sim a tudo o que queremos proteger sobre a nossa esfera individual e que impede, por exemplo, controlos indiscriminados ou intrus&otilde;es excessivas mesmo por parte das autoridades p&uacute;blicas.</p> <p>Com a aprova&ccedil;&atilde;o do ChatControl, a Uni&atilde;o Europeia de amanh&atilde; seria um pa&iacute;s terceiro capaz de garantir um n&iacute;vel de prote&ccedil;&atilde;o adequado nos termos do artigo 45.&ordm; do RGPD? Sim, estamos a falar dessa quest&atilde;o que &eacute; objecto de lit&iacute;gios em curso com os Estados Unidos. Como &eacute; que a Uni&atilde;o Europeia encararia hoje esta situa&ccedil;&atilde;o num paradoxo em que eliminamos mentalmente o conceito linear de tempo?</p> <p>Poder-se-ia dizer que o TJUE, ao pronunciar-se sobre a <a href="https://www.redhotcyber.com/post/il-tribunale-dellunione-europea-salva-il-trasferimento-dei-dati-personali-verso-gli-stati-uniti-per-ora/" target="_blank">legitimidade da coleta e uso de dados pelas ag&ecirc;ncias de intelig&ecirc;ncia dos EUA</a>, poderia, de alguma forma, justificar uma atividade semelhante por parte da Uni&atilde;o Europeia. Uma vis&atilde;o mais negativa tamb&eacute;m pode ser que o TJUE revelou ao longo do tempo sua ambi&ccedil;&atilde;o de ser um &oacute;rg&atilde;o de pol&iacute;tica internacional em vez de um basti&atilde;o da justi&ccedil;a dom&eacute;stica. Pensar mal, cometer pecado, errar um pouco.</p> <p>O estabelecimento de uma obriga&ccedil;&atilde;o legal, como a que est&aacute; sendo introduzida para os provedores de servi&ccedil;os on-line, n&atilde;o &eacute; suficiente para justificar ou tornar aqualquer processamento subsequente sob o GDPR. A base jur&iacute;dica, mesmo que imposta por lei, deve incluir &ldquo;medidas destinadas a garantir um tratamento l&iacute;cito e leal&rdquo; e passar no teste de esfor&ccedil;o da proporcionalidade em rela&ccedil;&atilde;o ao objetivo legitimamente prosseguido.</p> <p>O que, no que diz respeito ao ChatControl, levanta muitas d&uacute;vidas. Mas o faz especialmente entre especialistas, entusiastas e ativistas.</p> <h2>A import&acirc;ncia de se interessar pelo assunto.</h2> <p>Finalmente, devemos nos fazer a pergunta mais inc&ocirc;moda: <em>Quem se preocupa com a quest&atilde;o da privacidade digital</em>?</p> <p>Usando a met&aacute;fora do oxig&ecirc;nio, perceberemos sua import&acirc;ncia quando ele come&ccedil;ar a se esgotar. &Eacute; uma pena que feridas ou rachaduras na lei sejam dif&iacute;ceis de curar, porque se espalham por aquela cultura generalizada (ou falta dela) que de alguma forma justifica a raz&atilde;o de ser de uma lei.</p> <p>Quando a m&iacute;dia n&atilde;o for mais o c&atilde;o de guarda da democracia digital, mas se tornar o cachorrinho do poder, talvez haja um problema cultural. No entanto, o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o &eacute; gratuito. Por enquanto. Portanto, a maioria das pessoas deve ser informada sobre o caso ChatControl ou ter o desejo de aprender sobre ele. &Eacute; claro que, se as narrativas atualmente difundidas falam de obsess&otilde;es de privacidade ou apresentam as falsas dicotomias mencionadas acima, torna-se dif&iacute;cil navegar.</p> <p>Esse debate existe, portanto, nas bolhas de informa&ccedil;&atilde;o daqueles que j&aacute; sabem, formaram uma opini&atilde;o e, na maioria dos casos, s&atilde;o contra. Deixando outros cidad&atilde;os digitais imperme&aacute;veis &agrave; d&uacute;vida.</p> <p>Na era atual, em que a irresponsabilidade &eacute; um paliativo, pensar que abrir m&atilde;o dos direitos digitais &eacute; <em>problema de outra pessoa</em>, porque n&atilde;o se tem nada a esconder, talvez mais alimente a possibilidade de que, mais cedo ou mais tarde, se n&atilde;o o ChatControl, futuros ataques &agrave; liberdade na Internet tenham um resultado bem-sucedido.</p> <p>Sob os aplausos estrondosos da defesa democr&aacute;tica de algum alto valor.</p> <p>Simplesmente, sem fazer muitas perguntas.</p> <div> <div> <div> <div> <p><b><span>Stefano Gazzella</span></b><br /><span>Diretor de Privacidade e Diretor de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados, atua como Consultor Jur&iacute;dico da &Aacute;rea Jur&iacute;dica. &Eacute; especializada em prote&ccedil;&atilde;o de dados pessoais e, na gest&atilde;o da seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o dentro das organiza&ccedil;&otilde;es, presta especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es relacionadas com a engenharia social.<br /> Chefe do comit&ecirc; cient&iacute;fico da Assoinfluencer, coordena atividades de pesquisa, publica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o.<br /> Como jornalista freelancer, escreve sobre temas relacionados a direitos de quarta gera&ccedil;&atilde;o, novas tecnologias e seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o.</span></p> <p><a href="https://www.redhotcyber.com/post/author/stefano-gazzella/" target="_blank">Lista degli articoli</a><br /><a href="http://www.gdpready.it" target="_blank">Visita il sito web dell&rsquo;autore</a></p> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div></div>