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Post: Do roubo de imagens aos deepfakes: a nova fronteira da manipulação digital


<div> <div data-element_type="widget" data-id="914a4f5" data-widget_type="shortcode.default"> <div> <div> <p><span><b><a href="https://www.redhotcyber.com/post/author/paolo-galdieri/" target="_blank">Paolo Galdieri</a>:15 setembro 2025 07:58</b></span></p> <p>Nos &uacute;ltimos meses, tenho repetidamente me encontrado apresentando reclama&ccedil;&otilde;es sobre v&iacute;deos falsos que circulam online. N&atilde;o estamos falando apenas de conte&uacute;do roubado distribu&iacute;do sem consentimento, mas tamb&eacute;m de deepfakes: v&iacute;deos em que rostos famosos s&atilde;o sobrepostos a corpos estranhos, muitas vezes usados para promover investimentos financeiros ou inseridos em contextos pornogr&aacute;ficos.</p> <p>Um fen&ocirc;meno que, infelizmente, n&atilde;o surpreende mais por sua presen&ccedil;a, mas pela velocidade com que cresce, se espalha e melhora.</p> <h2>De sites &ldquo;amadores&rdquo; a falsifica&ccedil;&otilde;es digitais: um continuum de abuso</h2> <p>Aqueles que seguem a ind&uacute;stria aprenderam sobre plataformas como Mia moglie ou Phica. Plataformas onde a aparente espontaneidade muitas vezes esconde um verdadeiro mercado para os corpos e intimidades de outras pessoas. Em muitos casos, os v&iacute;deos s&atilde;o enviados sem o consentimento das pessoas retratadas. Grava&ccedil;&otilde;es privadas s&atilde;o roubadas ou o conte&uacute;do compartilhado em um momento de confian&ccedil;a de repente se torna de conhecimento p&uacute;blico.</p> <div> <h2>Patrocine a prossima Red Hot Cyber Conference!</h2> <p>Il giorno <strong>Luned&igrave; 18 meses e mar&ccedil;o 19 meses 2026 9 meses 2026, presso il teatro Italia di Roma</strong>(a due passi dalla stazione termini e dalla metro B di Piazza Bologna), si terr&agrave; la V edizione della<a href="https://www.redhotcyber.com/red-hot-cyber-conference/rhc-conference-2026/" target="_blank">la Confer&ecirc;ncia RHC</a>.<br />Si tratta dell&rsquo;appuntamento annuale gratuito, creato dalla community di RHC, per far accrescere l&rsquo;interesse verso le tecnologie digitali, l&rsquo;innovazione digitale e la consapevolezza del rischio informatico.<br />Se sei interessato a sponsorizzare l&rsquo;evento e a rendere la tua azienda protagonista del pi&ugrave; grande evento della Cybersecurity Italiana, non perdere questa opportunit&agrave;. 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La newsletter generalmente viene inviata ai nostri lettori ad inizio settimana, indicativamente di luned&igrave;.</p> </div> <p>O pr&oacute;ximo salto tecnol&oacute;gico &eacute; representado por deepfakes. Se em sites amadores o problema era (e &eacute;) o roubo de imagens reais, hoje a fasquia &eacute; ainda mais elevada: n&atilde;o &eacute; mais necess&aacute;rio roubar um arquivo; Uma fotografia &eacute; suficiente para criar um v&iacute;deo no qual a pessoa parece fazer ou dizer algo que nunca fez. &Eacute; a transi&ccedil;&atilde;o da viola&ccedil;&atilde;o da privacidade para a cria&ccedil;&atilde;o de uma realidade verdadeiramente alternativa.</p> <h2>Rostos famosos e rostos comuns: duas vulnerabilidades diferentes</h2> <p>O impacto dessas manipula&ccedil;&otilde;es varia dependendo de quem &eacute; a v&iacute;tima.</p> <p>Rostos famosos &ndash; atores, pol&iacute;ticos, influenciadores &ndash; s&atilde;o um alvo privilegiado: sua exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica facilita a descoberta e a exposi&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias falsas, mas ao mesmo tempo amplifica os danos, pois elas se espalham muito rapidamente e em grande escala.</p> <p>Para rostos comuns, no entanto, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais insidiosa. Sem a mesma visibilidade, eles tamb&eacute;m n&atilde;o t&ecirc;m meios para se defender: &eacute; improv&aacute;vel que consigam monitorar a internet ou obter a remo&ccedil;&atilde;o oportuna de conte&uacute;do. Nesses casos, o engano costuma ser mais confi&aacute;vel, precisamente porque n&atilde;o h&aacute; &ldquo;original&rdquo; de dom&iacute;nio p&uacute;blico para comparar o falso. A consequ&ecirc;ncia &eacute; devastadora: pessoas comuns se veem envolvidas em v&iacute;deos sexuais manipulados ou falsas promo&ccedil;&otilde;es financeiras, com efeitos destrutivos em suas vidas privadas e profissionais.</p> <h2>Os regulamentos precisam ser atualizados</h2> <p>Diante dessa realidade em constante evolu&ccedil;&atilde;o, a lei muitas vezes parece ficar atr&aacute;s da tecnologia. A tradi&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica italiana j&aacute; introduziu regras importantes, mas os deepfakes escapam problematicamente &agrave;s categorias jur&iacute;dicas tradicionais. As imagens de origem podem ser p&uacute;blicas e o conte&uacute;do manipulado n&atilde;o se limita &agrave; pornografia, mas tamb&eacute;m &agrave; desinforma&ccedil;&atilde;o financeira, pol&iacute;tica ou relacionada &agrave; sa&uacute;de. No entanto, os danos &agrave; pessoa invoLVED s&atilde;o compar&aacute;veis &ndash; e em alguns casos at&eacute; piores &ndash; do que os j&aacute; cobertos.</p> <p>Por conseguinte, a introdu&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica pode ser uma resposta necess&aacute;ria. O objetivo n&atilde;o &eacute; multiplicar as acusa&ccedil;&otilde;es criminais, mas identificar uma disposi&ccedil;&atilde;o e circunst&acirc;ncias agravantes espec&iacute;ficas relacionadas ao uso de intelig&ecirc;ncia artificial para manipular a imagem e a voz de um indiv&iacute;duo. O Projeto de Lei n&ordm; 1146/2024, que dedica um artigo &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es criminais, adota essa abordagem. O projeto de lei introduz um novo crime, a &ldquo;divulga&ccedil;&atilde;o il&iacute;cita de conte&uacute;do gerado ou alterado com sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial&rdquo;, pun&iacute;vel com pena de pris&atilde;o de um a cinco anos para quem divulgar, sem consentimento, imagens, v&iacute;deos ou vozes manipuladas artificialmente capazes de induzir em erro. Al&eacute;m disso, o projeto de lei prev&ecirc; uma s&eacute;rie de circunst&acirc;ncias agravantes comuns e espec&iacute;ficas: fraude, fraude inform&aacute;tica, lavagem de dinheiro, autolavagem, manipula&ccedil;&atilde;o de mercado e at&eacute; falsifica&ccedil;&atilde;o de identidade podem ser punidas com mais severidade se cometidas com o uso de ferramentas de intelig&ecirc;ncia artificial. Trata-se, portanto, de uma tentativa de atualizar o C&oacute;digo Penal, sem criar um corpus independente, mas fortalecendo as ferramentas existentes quando a IA se torna um meio de atividade criminosa.</p> <p>A n&iacute;vel europeu e internacional, o debate j&aacute; est&aacute; aberto: basta pensar na Lei da IA em discuss&atilde;o em Bruxelas, que procura estabelecer regras comuns para os sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial, incluindo os riscos de manipula&ccedil;&atilde;o audiovisual.</p> <h2>Desafios abertos: tecnologia, direito, cultura</h2> <p>A luta contra deepfakes e v&iacute;deos roubados n&atilde;o pode ser vencida com uma &uacute;nica ferramenta, mas com a sinergia de m&uacute;ltiplos planos de interven&ccedil;&atilde;o. O desafio tecnol&oacute;gico. Precisamos de algoritmos capazes de identificar automaticamente o conte&uacute;do manipulado e sinaliz&aacute;-lo antes que se torne viral. Algumas universidades e centros de pesquisa est&atilde;o desenvolvendo marcas d&rsquo;&aacute;gua digitais e sistemas de rastreamento de imagem para distinguir o aut&ecirc;ntico do falso. No entanto, &eacute; uma corrida sem fim: cada nova ferramenta de detec&ccedil;&atilde;o estimula o surgimento de t&eacute;cnicas de falsifica&ccedil;&atilde;o mais sofisticadas. O desafio &eacute;, portanto, cont&iacute;nuo e requer investimentos p&uacute;blicos significativos, n&atilde;o deixados apenas para interesses privados.</p> <p>O desafio legal. Al&eacute;m dos regulamentos, procedimentos eficazes s&atilde;o cruciais. Uma v&iacute;tima que descobre um deepfake em uma plataforma internacional n&atilde;o pode esperar meses para obter sua remo&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o necess&aacute;rios canais de emerg&ecirc;ncia, semelhantes aos introduzidos para conte&uacute;do terrorista online, que permitem que as autoridades solicitem exclus&atilde;o imediata e vinculativa. Ao mesmo tempo, &eacute; necess&aacute;rio fortalecer a coopera&ccedil;&atilde;o internacional, porque os servidores est&atilde;o frequentemente no exterior e os respons&aacute;veis operam em pa&iacute;ses com legisla&ccedil;&atilde;o menos rigorosa.</p> <p>O desafio cultural. Este &eacute; provavelmente o jogo mais decisivo. Uma sociedade que n&atilde;o consegue distinguir a verdade da falsidade est&aacute; destinada a se tornar um terreno f&eacute;rtil para manipula&ccedil;&atilde;o de todos os tipos, desde fofocas at&eacute; propaganda pol&iacute;tica. Precisamos de educa&ccedil;&atilde;o digital nas escolas, programas de alfabetiza&ccedil;&atilde;o de adultos e campanhas institucionais que expliquem os riscos e ensinem a reconhecer conte&uacute;dos manipulados. A consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica &eacute; o melhor ant&iacute;doto para a viralidade das falsifica&ccedil;&otilde;es.</p> <h2>Um desafio para a civiliza&ccedil;&atilde;o</h2> <p>O fio condutor que liga sites amadores como Mia moglie e Phica aos deepfakes mais sofisticados &eacute; sempre o mesmo: o uso n&atilde;o consensual da imagem e identidade de uma pessoa. Hoje, n&atilde;o se trata mais apenas de um problema relacionado &agrave; pornografia ou &agrave; morbidez de certos contextos, mas de uma quest&atilde;o que diz respeito &agrave; democracia, &agrave; economia e &agrave; conviv&ecirc;ncia civil.</p> <p>Se algu&eacute;m puder criar um v&iacute;deo confi&aacute;vel com o rosto de um pol&iacute;tico declarando guerra, um empres&aacute;rio convidando o investimento em um golpe ou uma pessoa comum atra&iacute;da para um cen&aacute;rio pornogr&aacute;fico, a confian&ccedil;a na pr&oacute;pria realidade ser&aacute; prejudicada. N&atilde;o &eacute; mais apenas uma quest&atilde;o de proteger reputa&ccedil;&otilde;es individuais, mas de preservar a coes&atilde;o social e a capacidade de distinguir o que &eacute; real do que &eacute; constru&iacute;do artificialmente.<br />Nesse sentido, o combate aos deepfakes e &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos roubados representa um verdadeiro desafio para a civiliza&ccedil;&atilde;o. Direito, tecnologia e cultura n&atilde;o s&atilde;o suficientes: precisamos de uma alian&ccedil;a que os re&uacute;na, envolvendo institui&ccedil;&otilde;es, plataformas e cidad&atilde;os. N&atilde;o est&aacute; apenas em jogo a dignidade dos indiv&iacute;duos, mas a qualidade de nossa vida democr&aacute;tica.</p> <div> <div> <div> <div> <p><b><span>Paolo Galdieri</span></b><br /><span>Advogado criminal, tamb&eacute;m conhecido como professor de Direito Penal da Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o, ocupou cargos acad&ecirc;micos importantes, incluindo a coordena&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica de um mestrado de n&iacute;vel II na La Sapienza em Roma e atribui&ccedil;&otilde;es de ensino em v&aacute;rias universidades italianas. &Eacute; autor de mais de uma centena de publica&ccedil;&otilde;es sobre direito penal cibern&eacute;tico e participou de importantesconfer&ecirc;ncias internacionais como representante sobre o tema do crime cibern&eacute;tico. Al&eacute;m disso, colaborou com organiza&ccedil;&otilde;es e programas de televis&atilde;o, dando o seu contributo especializado em cibercrime.</span></p> <p><a href="https://www.redhotcyber.com/post/author/paolo-galdieri/" target="_blank">Lista degli articoli</a><br /><a href="https://www.paologaldieri.it/" target="_blank">Visita il sito web dell&rsquo;autore</a></p> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div></div>