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Post: A armadilha dos “dados não sensíveis”: o erro caro para as empresas


<div> <div data-element_type="widget" data-id="914a4f5" data-widget_type="shortcode.default"> <div> <div> <p><span><b><a href="https://www.redhotcyber.com/post/author/stefano-gazzella/" target="_blank">Stefano Gazzella</a>:1 Outubro 2025 15:17</b></span></p> <p>Um argumento maravilhosamente difundido entre aqueles que trabalham com dados pessoais &eacute; o de subestimar os riscos ou se recusar a abord&aacute;-los. Essa &eacute; a cren&ccedil;a de que n&atilde;o h&aacute; necessidade de se preocupar com o processamento de dados &ldquo;n&atilde;o confidenciais&rdquo;. A premissa ontol&oacute;gica para a busca de solu&ccedil;&otilde;es e medidas corretivas nas &aacute;reas de legalidade e seguran&ccedil;a &eacute; a capacidade de fazer as perguntas certas. &Eacute; por isso que uma tend&ecirc;ncia a ser excessivamente f&aacute;cil <em>Ignorar dados</em> n&atilde;o pode constituir uma estrat&eacute;gia funcional ou mesmo minimamente &uacute;til.</p> <p>&Eacute; claro <a href="https://www.redhotcyber.com/post/ma-che-vuoi-che-sia-mica-sono-dati-sensibili/" target="_blank">existem dados confidenciais sob o GDPR</a> e requer altos n&iacute;veis de prote&ccedil;&atilde;o. No entanto, isso n&atilde;o significa que todos os outros tipos de dados (indevidamente chamados de <em>&ldquo;comum&rdquo;</em> por aqueles que simplesmente precisam criar categorias desnecess&aacute;rias) podem ser dispensados em termos de gerenciamento de risco adequado. N&atilde;o-sens&iacute;vel n&atilde;o pode de forma alguma significar &ldquo;desprotegido&rdquo;, nem mesmo atrav&eacute;s da interpreta&ccedil;&atilde;o mais inescrupulosa.</p> <h2>Falta de escr&uacute;pulos ou imprud&ecirc;ncia?</h2> <p>Enquanto a imprud&ecirc;ncia envolve comportamentos que selecionam op&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas em desafio &agrave;s regras, for&ccedil;ando os titulares dos dados a pagar os custos de seguran&ccedil;a, a fonte de comportamentos que levam a subestimar a import&acirc;ncia de proteger <em>todo</em> Os dados pessoais s&atilde;o frequentemente atribu&iacute;veis a uma falta genu&iacute;na de conhecimento. Cuidado: essa suposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o abre a porta para cen&aacute;rios menos graves ou aqueles em que um n&iacute;vel mais baixo de responsabilidade pode ser poss&iacute;vel.</p> <p>Hackear dados n&atilde;o confidenciais, como informa&ccedil;&otilde;es de identifica&ccedil;&atilde;o simples, pode ter consequ&ecirc;ncias devastadoras para o titular dos dados. Considere que a maioria dos ataques de phishing envolve informa&ccedil;&otilde;es de contato, com maior probabilidade de sucesso se o acesso incluir informa&ccedil;&otilde;es como h&aacute;bitos de consumo ou outras informa&ccedil;&otilde;es que podem ser expressas ou inferidas, mas n&atilde;o s&atilde;o particularmente confidenciais. A possibilidade de vincular informa&ccedil;&otilde;es a um titular de dados, de fato, os exp&otilde;e a maiores riscos de roubo de identidade, fraude ou uma s&eacute;rie de consequ&ecirc;ncias desagrad&aacute;veis que infelizmente fazem parte da vida digital cotidiana.</p> <p>A disponibilidade desses dados para os cibercriminosos decorre das atividades do OSINT, mas tamb&eacute;m da capacidade de encontrar bancos de dados violados. Esses bancos de dados s&atilde;o violados como resultado de a&ccedil;&otilde;es realizadas usando informa&ccedil;&otilde;es de contato simples e s&atilde;o enriquecidos por meio de novas viola&ccedil;&otilde;es, aumentando a efic&aacute;cia das campanhas de ataque subsequentes.</p> <p>Ignorar tudo isso &eacute;, hoje em dia, <strong>injustific&aacute;vel</strong> para uma organiza&ccedil;&atilde;o que realiza atividades sobre dados pessoais, independentemente da maturidade dos dados.</p> <h2>Refletir sobre o uso sustent&aacute;vel de dados pessoais.</h2> <p>A quest&atilde;o da seguran&ccedil;a e das viola&ccedil;&otilde;es de dados &eacute;, portanto, um argumento particularmente convincente para n&atilde;o subestimar a prote&ccedil;&atilde;o de todos os dados pessoais, mas h&aacute; um fator adicional: a legalidade do processamento. Embora a seguran&ccedil;a do processamento seja um requisito do GDPR, tamb&eacute;m existem outras viola&ccedil;&otilde;es recorrentes que devem aumentar a conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre o impacto da viola&ccedil;&atilde;o das &ldquo;regras do jogo&rdquo; desde o in&iacute;cio, como:</p> <ul> <li>n&atilde;o informar as partes interessadas de forma clara e completa (= violar o princ&iacute;pio da transpar&ecirc;ncia);</li> <li>contornar as regras e n&atilde;o garantir direitos (= violar o princ&iacute;pio da equidade);</li> <li>coletar e processar dados sem seguir uma l&oacute;gica (= violar o princ&iacute;pio da licitude, limita&ccedil;&atilde;o de finalidade e minimiza&ccedil;&atilde;o);</li> <li>Nunca exclua dados que n&atilde;o sejam mais &uacute;teis (= viole o princ&iacute;pio da limita&ccedil;&atilde;o de armazenamento).</li> </ul> <p>Obviamente, tudo isso leva &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de bancos de dados fora do controle consciente do titular dos dados. E cria oportunidades f&aacute;ceis de lucro para os cibercriminosos, uma vez que a falta de estrat&eacute;gia, como a evidente nas viola&ccedil;&otilde;es citadas acima, leva ao ac&uacute;mulo de dados sem criar valor. E na aus&ecirc;ncia de valor, n&atilde;o h&aacute; percep&ccedil;&atilde;o de qualquer <em>ativo</em> precisando ser protegido.</p> <p>A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; pensar no uso sustent&aacute;vel dos dados pessoais. A lei especifica e regula as responsabilidades, mas uma abordagem estrat&eacute;gica correta sabe pensar em termos de valor gerado e n&atilde;o focar exclusivamente nos componentes de custo, como encontrar desculpas ou justificativas para fazer o <em>M&iacute;nimo</em> .</p> <p>Caso contr&aacute;rio, &eacute; f&aacute;cil cair em armadilhas, como a cren&ccedil;a de que apenas dados confidenciais precisam ser protegidos ou monitorados. Isso cria todos os pontos cegos de gest&atilde;o que inevitavelmente levam &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o das medidas em vigor.</p> <p>Alerta de spoiler: Os titulares dos dados est&atilde;o cientes disso. E &eacute; improv&aacute;vel que eles selecionem servi&ccedil;os daqueles que n&atilde;o podem garantir o uso sustent&aacute;vel de seus dados.</p> <div> <div> <div> <div> <p><b><span>Stefano Gazzella</span></b><br /><span>Diretor de Privacidade e Diretor de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados, atua como Consultor Jur&iacute;dico da &Aacute;rea Jur&iacute;dica. &Eacute; especializada em prote&ccedil;&atilde;o de dados pessoais e, na gest&atilde;o da seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o dentro das organiza&ccedil;&otilde;es, presta especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es relacionadas com a engenharia social.<br /> Chefe do comit&ecirc; cient&iacute;fico da Assoinfluencer, coordena atividades de pesquisa, publica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o.<br /> Como jornalista freelancer, escreve sobre temas relacionados a direitos de quarta gera&ccedil;&atilde;o, novas tecnologias e seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o.</span></p> <p><a href="https://www.redhotcyber.com/post/author/stefano-gazzella/" target="_blank">Lista degli articoli</a><br /><a href="http://www.gdpready.it" target="_blank">Visita il sito web dell&rsquo;autore</a></p> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </div></div>