Um homem de Perth foi preso por roubar vídeos privados de mulheres e criar vídeos falsos Rede Wi-Fi para enganar os passageiros das companhias aéreas.
Os crimes do homem de 44 anos chocaram a indústria da aviação e fizeram com que muitas vítimas se sentissem violadas.
O falso esquema de Wi-Fi
O problema começou em abril de 2024, quando trabalhadores da Qantas detectaram algo suspeito.
Eles encontraram uma rede Wi-Fi exatamente igual à real Qantas Wi-Fi que os passageiros normalmente usam. Essa rede falsa foi criada para induzir as pessoas a se conectarem a ela.
A polícia logo descobriu que Michael Clapsis estava por trás do esquema. Ele usou um dispositivo especial chamado Wi-Fi Pineapple nano para criar o que as autoridades chamam de rede “gêmea do mal”.
Quando os passageiros se conectavam ao seu Wi-Fi falso, Clapsis poderia roubar suas senhas e informações pessoais.
O esquema de Wi-Fi foi apenas parte dos crimes de Clapsis. Ao ser preso no aeroporto de Perth, a polícia descobriu algo muito mais sombrio.
Por mais de seis anos, Clapsis roubou fotos e vídeos privados de contas pessoais online de mulheres.
No total, ele roubou ou copiou mais de 700 imagens e vídeos íntimos de 17 mulheres e meninas. Algumas de suas vítimas eram apenas adolescentes. Muitas das imagens roubadas mostravam nudez e conteúdo sexual.
Clapsis conhecia pessoalmente algumas de suas vítimas. Uma vítima era até um policial. Quando essas mulheres descobriram o que ele tinha feito, ficaram chocadas e traídas.
Tentando ocultar evidências
Quando a polícia prendeu Clapsis, ele tentou desesperadamente encobrir seus rastros. Ele tentou limpar seu telefone e excluir quase 1.800 itens de seu computador, a maioria desses arquivos excluídos continha fotos íntimas de mulheres.
De acordo com Polícia Federal Australiana (AFP)ele até tentou acessar secretamente o laptop de seu empregador para ver o que eles contavam à polícia sobre a investigação. Isso mostrou o quão longe ele estava disposto a ir para esconder seus crimes.
No tribunal, o juiz Darren Renton descreveu o comportamento de Clapsis como uma “ofensa sistémica” que durou muitos anos.
O juiz disse que as ações de Clapsis feriram muitas vítimas, fazendo-as sentir-se violadas, envergonhadas e inseguras.
O juiz também observou que os crimes de Clapsis podem prejudicar a reputação da Qantas e a confiança dos passageiros na companhia aérea.
O advogado de Clapsis disse que seu cliente tinha transtorno do espectro do autismo e sentia profunda vergonha por suas ações. No entanto, o juiz não se deixou influenciar por este argumento.
No final, Clapsis foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão. Ele não terá direito à liberdade condicional até 2030.
Desde a sua prisão em abril de 2024, ele perdeu o emprego e tem lutado para encontrar trabalho.
Este caso destaca os graves perigos do crime cibernético e violações de privacidade. Também levanta questões importantes sobre a segurança nos aeroportos e nas aeronaves.
Os passageiros devem ter cuidado redobrado ao se conectarem a redes Wi-Fi durante a viagem.
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